[17:57, 25/08/2026] Edu Manguebeat:
❤❤ Boa
noite, Zumbi presente, ❤+ ASCENSÃO
DE HITLER FOI NA COMUNICAÇÃO
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@encontroculturaldf
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❤ Litteris ❤ "CRIME SEM CASTIGO" -
Estudo/Livro sobre as investigações do desaparecimento de Rubens Paiva vence o
Prêmio Jabuti Acadêmico + FGV 24.09.26 ❤"Crime Sem
Castigo" detalha quatro décadas de apurações judiciais e foi premiado na
categoria Comunicação e Informação + https://portal.fgv.br/noticias/estudo-sobre-investigacoes-do-desaparecimento-de-rubens-paiva-vence-o-premio-jabuti
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A jornalista Juliana Dal Piva foi a vencedora do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico na categoria Comunicação e Informação com o livro "Crime sem castigo: como os militares mataram Rubens Paiva", publicado pela Editora Matrix. A conquista reforça a excelência acadêmica e o potencial de impacto público das pesquisas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC), cujos trabalhos combinam rigor científico e relevância social. O livro é uma adaptação da dissertação de mestrado profissional defendida por Dal Piva em setembro de 2016 no FGV CPDOC. O anúncio dos premiados ocorreu em cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, na região central de São Paulo.
O livro esmiúça milhares de páginas sobre as investigações realizadas desde 1971 a respeito do desaparecimento do engenheiro e ex-deputado federal Rubens Paiva. Levado de sua casa no Rio de Janeiro por um grupo de militares sob os olhos apreensivos de sua família, em 20 de janeiro de 1971, o parlamentar nunca mais voltou, drama familiar retratado recentemente no filme "Ainda estou aqui". A partir desse episódio, a busca pela verdade tornou-se uma missão vital para seus familiares, em especial para sua esposa, Eunice Paiva. A publicação também relata como o regime ditatorial monitorou de perto os interessados em desvendar o caso, com o objetivo de impedir que a verdade viesse à tona.
A pesquisa acadêmica que embasa a publicação analisou as apurações empreendidas ao longo de quarenta anos para compreender a longa e tortuosa trajetória que levou a 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal a reconhecer o caso como um crime de lesa-humanidade. O estudo avaliou quatro procedimentos distintos de órgãos estatais: a Sindicância do Exército em 1971, o inquérito da Polícia Federal de 1986 que foi posteriormente transformado em Inquérito Policial-Militar conduzido pelo Exército em 1987, a pesquisa da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da Verdade do Rio entre 2012 e 2014, além da investigação do Ministério Público Federal no mesmo período. A análise incorporou ainda os pedidos de investigação feitos por Eunice Paiva no Conselho dos Direitos da Pessoa Humana nos anos de 1971 e 1979, exemplificando os paradoxos enfrentados pelas vítimas de violações de direitos humanos no Brasil.
Apenas em 2014 o grupo de Justiça de Transição do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro conseguiu concluir a investigação, apontando cinco militares pelo assassinato. A inédita abertura do processo por homicídio e ocultação de cadáver, em 26 de maio de 2014, trilhou um novo caminho judicial contra a impunidade e marcou a primeira vez que um magistrado instaurou uma ação para punir criminalmente um assassinato cometido durante o regime militar iniciado em 1964. Criado em 2024, o Prêmio Jabuti Acadêmico reconhece obras das áreas científica, técnica e profissional, com o intuito de valorizar a excelência editorial e dar visibilidade aos autores do segmento.
A dissertação completa que deu origem ao livro, intitulada "A construção da busca por Rubens Paiva: um estudo de caso nas investigações sobre o desaparecimento do parlamentar", está disponível para download gratuito no Repositório da FGV.

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