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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

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Pavio negreiro
Eu vi a foto grotesca. Ó, cena forte, dantesca! Barras, ferros, frestas, vãos. Da cela saiam mãos. Mãos sofridas, mãos abertas. Mãos abertas, bem libertas. Libertas quae sera tamen. Tamen, temam, tomem, clamem! Foram-se os anéis e os dedos. Dedos, medos e degredos.
Muitas vidas por um fio. Já foi aceso o pavio. Pavio curto, rasteiro. Triste pavio negreiro.
Reajo! Encorajo!
Andrajo! Arranca a cruz de teus lares! Quilombo! Fecha a porta dos teus ares!

Jorge Antunes

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